A ASSIFECO anuncia oficialmente a sua adesão à Greve Geral de 11 de dezembro de 2025, convocada pela União dos Sindicatos Independentes (USI), confederação sindical da qual a ASSIFECO é membro há 15 anos.
Esta é uma decisão tomada em defesa dos trabalhadores do setor ferroviário e de todos os profissionais que podem ver os seus direitos postos em causa pela proposta de revisão do Código do Trabalho – “Trabalho XXI”.
O anteprojeto apresentado pelo Governo representa um ataque direto aos direitos laborais, promovendo despedimentos mais fáceis, aumento da precariedade, enfraquecimento das convenções coletivas e limitação da ação sindical.
Esta greve é histórica: pela primeira vez desde o 25 de Abril, as três centrais sindicais unem-se numa mobilização conjunta pela defesa da justiça laboral e do diálogo social democrático.
“Esta é uma luta por princípios fundamentais. Não é uma greve de um sindicato, é uma greve de consciência coletiva.” — Direção Nacional da ASSIFECO
A ASSIFECO reafirma o seu compromisso com a USI e com todos os trabalhadores.
Dia 11 de dezembro, fazemos história — juntos, pela dignidade no trabalho.
No Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, assinalado a 25 de novembro, a ASSIFECO alerta para a gravidade e a dimensão da violência que atinge milhares de mulheres em Portugal. Os dados nacionais da APAV referentes a 2024 demonstram um cenário preocupante e reforçam a necessidade de medidas sólidas de prevenção, proteção e apoio às vítimas.
Segundo o relatório “Estatísticas APAV – Totais Nacionais 2024”, a violência doméstica continua a ser o crime mais reportado no país, representando 76% de todos os casos registados. As mulheres são largamente as principais vítimas: 76,3% dos atendimentos referem-se a vítimas do sexo feminino, com uma média de 37 anos. Na esmagadora maioria das situações, o agressor é uma pessoa próxima ou íntima, como cônjuge, ex-companheiro ou familiar direto.
Em 2024, registaram-se 105.747 atendimentos, um aumento de 13,4% face ao ano anterior, demonstrando que a violência contra as mulheres continua a crescer ou, pelo menos, a tornar-se mais visível à medida que as vítimas procuram apoio. O relatório revela ainda um total de 16.630 vítimas apoiadas, com quase metade dos crimes ocorrendo dentro da residência comum.
Os números revelam uma realidade transversal a todo o país: em todos os distritos, a violência doméstica surge como o crime mais comum. Lisboa, Porto, Braga e Setúbal apresentam os valores mais elevados, refletindo a necessidade de reforçar políticas de prevenção e de proteção tanto a nível nacional como local.
Para a ASSIFECO, estes dados sublinham a urgente necessidade de reforçar mecanismos de apoio no local de trabalho, onde muitas mulheres encontram o primeiro espaço seguro para pedir ajuda.
O sindicato destaca que os impactos da violência doméstica se estendem muito além do espaço privado, afetando a saúde física e mental das trabalhadoras, o rendimento profissional, a estabilidade laboral e a autonomia económica.
Neste 25 de novembro, o sindicato reafirma o seu compromisso em:
- Promover políticas de proteção às trabalhadoras vítimas de violência;
- Sensibilizar para a importância da denúncia e do apoio institucional;
- Reforçar ações de formação e informação nos locais de trabalho;
- Defender medidas de prevenção integradas nos acordos e convenções coletivas.
A violência contra as mulheres é uma violação dos direitos humanos e uma ameaça à dignidade, segurança e igualdade. A ASSIFECO apela a toda a sociedade, às entidades públicas e às organizações laborais para que se mobilizem na construção de uma cultura de tolerância zero perante qualquer forma de violência.
Neste dia, recordamos cada vítima, reforçamos a solidariedade e renovamos o compromisso de lutar por um país onde todas as mulheres possam viver em segurança, liberdade e respeito.
Exma. Sra. Ministra do Trabalho, Prof. Doutora Maria do Rosário Palma Ramalho,
A União dos Sindicatos Independentes (USI) – Confederação Sindical regularmente no anteprojeto “Trabalho XXI” rigor técnico e alguns avanços importantes, nomeadamente: aquisição de dois dias adicionais de férias, melhor definição do teletrabalho, alargamento das quotas para pessoas com deficiência, incentivos à contratação de desempregados de longa duração e reformados, bem como a necessidade atualização das regras aplicáveis às novas formas de trabalho digital.
Contudo, lamentamos profundamente que os sindicatos independentes, que representam o maior conjunto de trabalhadores e as profissões mais comprometidas, não tenham sido ouvidos em qualquer fórum. Isto evidencia um problema grave de representatividade: os mais numerosos e sonoros continuam sem voz no Conselho Económico e Social.
Mais grave ainda, o anteprojeto falha no seu objetivo essencial: fazer convergir os estudos portugueses com a mídia da União Europeia. Com a revogação do artigo 338.º-A, volta-se a permitir que, após despedimentos, as empresas possam recorrer à terceirização de serviços. Esta medida incentivará grandes multinacionais a substituir trabalhadores mais experientes e bem remunerados por mão de obra precária e mal paga. A consequência será o enfraquecimento da classe média, o aumento da desigualdade, a perda de estabilidade social e maior polarização política.
A USI alerta ainda para os riscos associados à limitação do exercício da atividade sindical e à excessiva facilidade na denúncia de convenções coletivas. Estas medidas não promovem o diálogo social nem a justiça laboral — antes de reforçarem desequilíbrios em desfavor dos trabalhadores.
Sra. Ministro, ainda vamos a tempo de concordar com o boato. Acreditamos ser possível uma reforma laboral que defenda empresas responsáveis, valorize o trabalho qualificado e promova a verdadeira convergência com a Europa.
Esse é o apelo sincero da União dos Sindicatos Independentes (USI) – Confederação Sindical.
💗 Dia Internacional do Cancro da Mama
A ASSIFECO un-se à luta e à esperança de milhares de mulheres!
No Dia Internacional do Cancro da Mama , a ASSIFECO manifesta a sua solidariedade com todas as mulheres que enfrentam esta doença e reafirma o seu compromisso em apoiar a consciencialização, o tratamento e a investigação sobre o cancro da mama.
Todos os dias, muitas mulheres lutam com coragem e determinação contra esta doença. A sua força de vontade é uma inspiração para todos nós, um exemplo de resistência, esperança e amor pela vida.
A ASSIFECO acredita que a união e o apoio mútuo são fundamentais para vencer esta batalha, e por isso junta-se a todas as iniciativas que promovem a prevenção, o diagnóstico precoce e o acompanhamento contínuo .
Neste dia, a ASSIFECO presta também homenagem especial a todas as mulheres trabalhadoras que, nas empresas e nas suas vidas pessoais, representam o verdadeiro significado de força e superação.
Esta é uma luta que envolve todos, mulheres e homens, lado a lado , porque juntos podemos contribuir para um futuro com menos sofrimento e mais esperança.
O câncer da mãe é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres em todo o mundo, e o Outubro Rosa serve como um lembrete da importância de cuidarmos da nossa saúde e estarmos atentos aos sinais do nosso corpo.
Cada gesto de prevenção de conta. Cada palavra de apoio faz diferença.
E cada vitória, grande ou pequena é um passo na direção certa.
💗 ASSIFECO – Sempre contigo. Sempre a lutar.
Informe-se aqui 👉 🔗 https://www.ligacontracancro.pt/factos-camama/
Caros associados,
A ASSIFECO enviou um ofício ao Conselho de Administração da CP a expor as dificuldades que os trabalhadores continuam a enfrentar e que afetam não só o nosso trabalho, mas também a qualidade do serviço prestado aos clientes.
Todos os dias, os Trabalhadores do Serviço Comercial, enfrentam obstáculos que não deviam existir numa empresa que se orgulha de servir o país. Obstáculos que minam a motivação, desgastam a saúde e colocam em risco o prestígio da própria CP.
👉 O que está a acontecer?
- Bilheteiras sem material essencial: fitas, cartões, consumíveis… tudo em rutura. Os trabalhadores não têm meios para trabalhar com dignidade. Os clientes ficam insatisfeitos. Quem paga a fatura? Sempre os mesmos: nós.
- Cartão CP Digital lançado sem preparação: um novo produto cheio de potencial, mas ninguém nos deu formação. Sem informação, sem instruções, sem apoio. O resultado? Caos no atendimento, conflitos com clientes e uma sensação amarga de abandono.
- Falta crónica de recursos humanos: equipas cada vez mais reduzidas, sobrecarregadas, exaustas. O esforço é gigantesco, mas não é infinito.
📍 Tudo isto acontece num momento crítico, em que a procura aumenta, em que a confiança dos clientes devia ser reforçada, e não posta em causa.
⚠️ Esta não é apenas uma lista de problemas técnicos. É o retrato de trabalhadores que dão o máximo todos os dias e que, mesmo assim, são deixados para trás. É o retrato de uma empresa que, ao não cuidar dos seus, arrisca perder o respeito do público que serve.
✊ O que exigimos é simples, justo e urgente:
- Fornecimento regular e planeado de material, para que nunca faltem meios básicos de trabalho.
- Formação adequada e atempada sempre que sejam lançados novos produtos e serviços.
- Reforço imediato de recursos humanos, ajustado às necessidades reais dos Pontos de Venda.
💚 Porque defender os trabalhadores é defender a CP. Sem dignidade para quem está no atendimento, não há qualidade de serviço nem confiança dos clientes.
A nossa voz só terá a força que nós, juntos, lhe dermos.
A luta não é só nossa, é de todos.
Porque sem nós, o coração da CP não bate.
👉 Partilha esta mensagem.
👉 Mostra que não aceitamos menos do que respeito.
👉 Exige connosco soluções imediatas.
Caros associados,
Informamos que esta manhã, no Ministério das Infraestruturas e Habitação, o Ministro confirmou que já foi assinado o despacho que autoriza a administração da CP a dar execução ao acordo sobre a reestruturação das carreiras.
Segundo o Governo, a administração da empresa foi formalmente notificada ontem, cabendo-lhe agora pôr em marcha os procedimentos necessários para que as medidas acordadas sejam aplicadas e os trabalhadores recebam o mais brevemente possível.
Relembramos que, no âmbito deste acordo, estão assegurados:
📌 Novo aumento salarial, com efeitos a 1 de janeiro de 2025, somando-se aos 34€ já atribuídos em ato de gestão e corrigindo a diferença com o Salário Mínimo de 2018;
📌 Redução de tempos de permanência, igualmente com efeitos a 1 de janeiro de 2025;
📌 Atualização salarial de 4%, para todos os trabalhadores, com efeitos a 1 de julho de 2025.
Os sindicatos solicitaram ainda que a administração da CP informe diretamente todos os trabalhadores sobre os próximos passos.
A ASSIFECO continuará atenta, acompanhando a implementação deste processo, sempre em defesa dos interesses dos trabalhadores.
ASSIFECO – Sindicato Independente do Serviço Comercial