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1º de maio. ASSIFECO é o Escudo Sindical no Dia Internacional dos Trabalhadores

O Dia Internacional dos Trabalhadores não é apenas um marco no calendário. É um momento para refletir sobre tudo o que já foi conquistado no mundo laboral — e, acima de tudo, para lembrar que a luta pelos direitos de quem trabalha continua, todos os dias.

Neste contexto, a ASSIFECO afirma-se como uma alternativa sindical moderna, sólida e em constante evolução.

Nos últimos anos, temos crescido de forma consistente e significativa. Isso não aconteceu por acaso: é fruto de um trabalho sério, de uma defesa firme dos direitos dos trabalhadores e de uma visão clara sobre o que deve ser o sindicalismo do presente e do futuro.

Hoje, a ASSIFECO é mais do que uma referência. É uma realidade que inspira confiança. Cada vez mais profissionais reconhecem na nossa forma de atuar um modelo eficaz, diferente, e alinhado com as suas necessidades reais.

A nossa ação é concreta: defendemos salários justos, promovemos a igualdade, asseguramos condições de trabalho dignas e protegemos quem produz, quem sustenta, quem faz o país andar.

Neste 1º de Maio, a mensagem que deixamos é simples e direta:
🔰 A ASSIFECO é o teu escudo. A tua voz. O teu sindicato.

Porque o trabalho merece respeito, o trabalhador merece dignidade — e o futuro só será justo se for construído com coragem, consistência e compromisso.

ASSIFECO. Presente todos os dias. Ao teu lado. Sempre.

ADMINISTRAÇÃO DA CP INFORMOU QUE GOVERNO A DESAUTORIZOU!

ADMINISTRAÇÃO DA CP INFORMOU QUE GOVERNO A DESAUTORIZOU!

Numa reunião realizada hoje ao final da tarde, o presidente da administração da CP informou todas as organizações sindicais, de que, o governo não autorizou a administração a aplicar a última proposta que nos apresentaram.

Estamos perante um processo inédito, em que depois da administração nos apresentar no passado dia 24 um texto final de acordo, que estávamos dispostos a aceitar, vêm agora dar o dito, por não dito, e ficamos sem um acordo, que permitia dar um passo importante para a solução de um problema estrutural na CP, que é a sua incapacidade de fixar trabalhadores e recrutar novos, que sem este acordo se agrava, porque nos impuseram um aumento muito inferior ao Salário Mínimo Nacional.

Apresentaram-nos uma proposta de acordo para a qual não tinham aval do governo, pelo que poderemos questionar: que credibilidade é que terá qualquer negociação que façamos futuramente com esta administração? O presidente da administração informou que o governo recusou a proposta com o argumento de se encontrarem em gestão e não poderem autorizar as medidas previstas no acordo que se resumem a 3 temas:

  • Reposição da diferença dos salários na CP com o SMN – Salário Mínimo Nacional de 2018, com efeitos a 1 de Janeiro de 2025;
  • Redução dos tempos de permanência com efeitos a 1 de Janeiro de 2025;
  • Atualização salarial de 4% em Dezembro de 2025 (esta já foi uma cedência das organizações, porque a negociação efetuada até ao final do ano passado, previa que fosse a Julho deste ano).

O mesmo governo que diz não poder decidir porque está em gestão, foi o mesmo que, muito recentemente, veio anunciar o novo plano ferroviário, ou seja, está em gestão para umas coisas, mas noutras podem decidir sem problemas.

Não entendemos esta decisão, pois a CP não ia necessitar de um único cêntimo para cumprir com a proposta, a verba a utilizar seria do próprio orçamento, com recurso à utilização de rubricas que tinham capitação em excesso ou desnecessária para este ano.

O governo que anuncia que a CP tem lucro nos últimos anos, devido aos seus trabalhadores, é o mesmo que impede que os trabalhadores vejam reconhecido o seu esforço e dedicação.

Para os trabalhadores há sempre dificuldades em resolver os seus problemas e por isso, se haviam razões para lutarmos, ela agora ganhou nova razão tendo em conta que o acordado já o deixou de ser, por parte dos que têm responsabilidades na gestão da CP (Administração e Governo), apesar das organizações sindicais terem feito um esforço de entendimento.

Dia 7 e 8 de Maio os trabalhadores da CP, de todas as categorias profissionais, lutarão em defesa da sua dignidade, pela valorização dos seus salários e pela defesa do futuro da CP!

NA VIA DA LUTA, VALORIZAR OS SALÁRIOS!!

Curso de ORV no Verão: ASSIFECO alerta para riscos na operação e na saúde dos trabalhadores.

Curso de ORV no Verão: ASSIFECO alerta para riscos na operação e na saúde dos trabalhadores.

A ASSIFECO – Associação Sindical dos Ferroviários e Conexos – enviou um ofício à Administração da CP - Comboios de Portugal, manifestando sérias preocupações sobre a decisão de iniciar o curso de formação de Operadores de Revisão e Venda (ORV) durante o período de verão.

De acordo com a análise da ASSIFECO, a realização do curso nesta altura não permitirá reforçar a operação nos meses de maior procura — pelo contrário, poderá agravar os problemas operacionais e comprometer a saúde e o bem-estar dos trabalhadores.

Principais riscos identificados:

🔴 Formação sem impacto no verão
O curso e respetivo estágio terão a duração de cerca de dois meses e meio. Mesmo com o melhor dos cenários, os novos ORV apenas estarão aptos a trabalhar em meados ou finais de agosto, já depois do pico da procura associado ao verão e às férias escolares.

🟠 Férias obrigatórias atrasam a integração
Após a conclusão do curso, muitos trabalhadores terão de usufruir as férias acumuladas, o que adiará ainda mais a sua integração efetiva na operação.

🟡 Redução de recursos nas bilheteiras
A saída de trabalhadores para a formação, somada às férias e ao acompanhamento de comboios, resultará numa diminuição acentuada dos efetivos nas bilheteiras, aumentando a pressão sobre o atendimento ao público.

🔵 Impacto na saúde mental
A sobrecarga de trabalho, a exigência de turnos extraordinários e a falta de descanso colocarão em risco a saúde mental dos trabalhadores, agravando níveis de stress e desgaste profissional.

Uma decisão que compromete a qualidade do serviço

A ASSIFECO alerta que a decisão da Administração não irá resolver a carência de trabalhadores nos depósitos de revisão durante o verão. Pelo contrário, poderá provocar um colapso na capacidade de resposta ao cliente e prejudicar a imagem e a confiança na empresa, num dos períodos mais críticos do ano.

A nossa proposta

A ASSIFECO propôs, de forma construtiva, o recalendarizar do curso de ORV para um momento mais oportuno, salvaguardando:

  • A qualidade dos serviços prestados,
  • A operação ferroviária em períodos críticos,
  • E a saúde e o bem-estar dos trabalhadores.

Continuaremos a agir com responsabilidade, defendendo os interesses dos trabalhadores e contribuindo para soluções que garantam a excelência dos serviços ferroviários.

A decisão certa é pensar no futuro, sem sacrificar o presente.

Pela dignidade no trabalho. Pela qualidade no serviço.

INVERSÃO DE MARCHA, NÃO! TODOS NA MESMA LINHA!

INVERSÃO DE MARCHA, NÃO! TODOS NA MESMA LINHA!

Na reunião de hoje com a administração da CP, a proposta que esta apresentou foi rejeitada por estas organizações, porque desvirtua o trabalho antes feito, que apontava para medidas extraordinárias para valorizar os salários na CP.

Foi o único tema abordado, porque também não apresentou qualquer alteração imposição de aumentos salariais que fez, conforme as organizações sindicais reivindicam. A proposta apresentada, vai no sentido de se alterar as conclusões das medidas do relatório acordado entre a administração e todas as organizações sindicais e o seu conteúdo é:

  • A reposição da diferença com o SMN – Salário Mínimo Nacional de 2018, prevista para 1 de Janeiro deste ano, passaria para 1 de Julho, mas deduzindo os 34€ do ato de gestão que a administração decidiu;
  • O aumento de 4% no segundo semestre deste ano, deixaria de existir;
  • Apenas manteria a redução dos tempos de permanência com efeitos ao início do ano.

O que a administração propõe é que se faça uma inversão de marcha no sentido com que foi elaborado o relatório que as partes entregaram ao Governo.

A CP tem um problema estrutural que é a incapacidade de manter os atuais trabalhadores e recrutar novos trabalhadores e a solução passa por medidas extraordinárias para valorização dos salários, como aconteceu noutros sectores de atividades.

O que a administração agora propõe é a redução quatro vezes inferior às soluções que acordou com os Sindicatos, como o necessário para resolver um problema estrutural, que se não tiver resolução põe em causa o futuro da CP.

Mantendo toda a disponibilidade para negociar, mas com o espírito e conteúdo do relatório apresentado ao governo, estas organizações mantêm a greve de 7 e 8 de Maio, apelando ao reforço da unidade em defesa da valorização dos salários de todos e pelo futuro da CP.

Vamos lutar para valorizar os salários, através da reestruturação das tabelas salariais, tendo por base o distanciamento relativamente ao salário mínimo nacional.

INVERSÃO DE MARCHA, NÃO!

TODOS NA MESMA LINHA!

NA VIA DA LUTA

VALORIZAR OS SALÁRIOS!!

ASCEF * ASSIFECO * FENTCOP * FECTRANS/SNTSF * SINAFE * SINDEFER * SINFA * SINFB * SIOFA * SNAQ * STF * STMEFE

Todos na mesma linha!

Todos na mesma linha!

Lisboa, 11 de Abril de 2025

As organizações sindicais acima referidas, reuniram para analisar o processo de negociação da CP e decidiram realizar formas de luta na primeira semana de maio a anunciar em breve, porque:

  • É inaceitável a posição da administração da CP que em pleno processo negocial tenha decidido aumentar os salários através de um acto de gestão, com valores inaceitáveis que aproximam ainda mais os salários na empresa ao SMN – Salário Mínimo Nacional;
  • Os valores apresentados não valorizam as profissões e não contribuem para resolver a incapacidade de recrutar novos trabalhadores e fixar os actuais, o que tem efeitos negativos na qualidade do serviço prestado;
  • Exigem a aplicação do relatório de reestruturação das grelhas salariais acordado entre a administração e todas as organizações sindicais e que será uma forma da valorização dos salários e de inverter a tendência dos últimos em que se verificou um achatamento relativamente ao SMN;
  • Exigem que haja uma negociação efectiva através da discussão das propostas sindicais de valorizar as condições de trabalho dos ferroviários da CP.

Estas organizações procurarão ampliar a unidade na acção e decidiram também enviar um documento ao Ministério das Infraestruturas, com a exigência da valorização dos salários e das carreiras profissionais, através da aplicação do relatório de reestruturação das tabelas salariais já negociado.

ASCEF * ASSIFECO * FENTCOP * FECTRANS/SNTSF * SINAFE * SINDEFER

SINFA * SINFB * SIOFA * SNAQ * STF * STMEFE

Reunião com a Administração da CP: Uma falsa negociação!

Reunião com a Administração da CP: Uma falsa negociação!

No dia 9 de Abril, teve lugar uma reunião com a Administração da CP que, embora anunciada como um momento de diálogo, rapidamente se revelou uma mera formalidade, sem qualquer espaço para negociação real.

Logo a abrir, a Administração informou que optou por avançar de forma unilateral com uma medida de gestão que nos foi apresentada anteriormente, impondo a sua decisão sem margem para debate.

O que vai ser aplicado já este mês, com efeitos retroativos a janeiro, é o seguinte:

  • Atualização salarial de 34€ para salários até 2.631,62€
  • Aumento de 1,7% para remunerações iguais ou superiores a esse valor
  • Subsídio de refeição fixado em 10,20€

A empresa tenta justificar esta opção como sendo “a melhor solução” para os trabalhadores. No entanto, sabemos que o verdadeiro interesse dos trabalhadores passa por medidas que reflitam a importância e exigência das suas funções — o que esta proposta, claramente, não contempla.

Mais preocupante ainda é o aprofundamento da aproximação ao Salário Mínimo Nacional, que não só desvaloriza as carreiras na CP como agrava a já evidente dificuldade em atrair e manter profissionais qualificados na empresa.

Foi também mencionado que o relatório conjunto — elaborado entre os sindicatos e a empresa e que reivindica ao Governo um conjunto de medidas excecionais, como:

  • A recuperação do diferencial face ao SMN registado em 2018
  • Um aumento extraordinário de 4% no segundo semestre
  • A revisão dos tempos de progressão nos escalões salariais

— já foi remetido ao Ministério da Tutela. Aguarda-se, agora, um posicionamento do Governo.

Importa frisar que todas as estruturas sindicais presentes rejeitaram de forma clara esta postura autoritária da Administração, que não honra o espírito nem os princípios da negociação coletiva.

A ASSIFECO não abdica da valorização dos seus representados. Estaremos ao lado dos trabalhadores para refletir, decidir e construir, em conjunto, as ações necessárias para que a nossa voz seja ouvida e respeitada.

Seguiremos juntos, com determinação, na defesa dos direitos e da dignidade profissional.

A Direção da ASSIFECO
Pelo respeito. Pela valorização. Pela justiça salarial.