8 de maio de 2025 — Hoje celebramos o Dia Mundial da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho , um dado que homenageia o espírito humanitário e o trabalho incansável de milhões de pessoas que, diariamente, se dedicam a proteger e apoiar os mais vulneráveis, em mais de 190 países.
Este ano, a data ganha um simbolismo ainda maior em Portugal, com a celebração dos 160 anos da Cruz Vermelha Portuguesa , fundada em 1865 pelo médico-militar José António Marques. Atualmente, com uma rede de 170 estruturas locais e mais de 5 mil voluntários , a instituição presta serviços essenciais como apoio domiciliário, consultas médicas, jardins de infância e formação profissional, sempre com uma abordagem particular nos mais desprotegidos.
Para a ASSIFECO destacam-se os valores universais da organização: humanidade, imparcialidade, neutralidade, independência, voluntariado, unidade e universalidade .
A ASSIFECO junta-se a esta celebração, apoiando a importância do trabalho da Cruz Vermelha e o seu papel fundamental no apoio às comunidades, sobretudo em contextos de crise, como guerras, catástrofes naturais ou emergências de saúde pública. O seu legado, iniciado com Jean-Henri Dunant , fundador da Cruz Vermelha e primeiro Prémio Nobel da Paz, permanece atual e essencial.
Num tempo em que a solidariedade internacional é mais urgente do que nunca, a Cruz Vermelha continua a ser sinônimo de esperança, dignidade e ação concreta — valores com os quais a ASSIFECO se identifica profundamente.
Neste dia especial, deixamos o nosso agradecimento a todos os voluntários e profissionais da Cruz Vermelha, e reafirmamos o nosso compromisso com a solidariedade, a justiça social e a dignidade humana .
O Dia Internacional dos Trabalhadores não é apenas um marco no calendário. É um momento para refletir sobre tudo o que já foi conquistado no mundo laboral — e, acima de tudo, para lembrar que a luta pelos direitos de quem trabalha continua, todos os dias.
Neste contexto, a ASSIFECO afirma-se como uma alternativa sindical moderna, sólida e em constante evolução.
Nos últimos anos, temos crescido de forma consistente e significativa. Isso não aconteceu por acaso: é fruto de um trabalho sério, de uma defesa firme dos direitos dos trabalhadores e de uma visão clara sobre o que deve ser o sindicalismo do presente e do futuro.
Hoje, a ASSIFECO é mais do que uma referência. É uma realidade que inspira confiança. Cada vez mais profissionais reconhecem na nossa forma de atuar um modelo eficaz, diferente, e alinhado com as suas necessidades reais.
A nossa ação é concreta: defendemos salários justos, promovemos a igualdade, asseguramos condições de trabalho dignas e protegemos quem produz, quem sustenta, quem faz o país andar.
Neste 1º de Maio, a mensagem que deixamos é simples e direta:
🔰 A ASSIFECO é o teu escudo. A tua voz. O teu sindicato.
Porque o trabalho merece respeito, o trabalhador merece dignidade — e o futuro só será justo se for construído com coragem, consistência e compromisso.
ASSIFECO. Presente todos os dias. Ao teu lado. Sempre.
A ASSIFECO – Associação Sindical dos Ferroviários e Conexos – enviou um ofício à Administração da CP - Comboios de Portugal, manifestando sérias preocupações sobre a decisão de iniciar o curso de formação de Operadores de Revisão e Venda (ORV) durante o período de verão.
De acordo com a análise da ASSIFECO, a realização do curso nesta altura não permitirá reforçar a operação nos meses de maior procura — pelo contrário, poderá agravar os problemas operacionais e comprometer a saúde e o bem-estar dos trabalhadores.
🔴 Formação sem impacto no verão
O curso e respetivo estágio terão a duração de cerca de dois meses e meio. Mesmo com o melhor dos cenários, os novos ORV apenas estarão aptos a trabalhar em meados ou finais de agosto, já depois do pico da procura associado ao verão e às férias escolares.
🟠 Férias obrigatórias atrasam a integração
Após a conclusão do curso, muitos trabalhadores terão de usufruir as férias acumuladas, o que adiará ainda mais a sua integração efetiva na operação.
🟡 Redução de recursos nas bilheteiras
A saída de trabalhadores para a formação, somada às férias e ao acompanhamento de comboios, resultará numa diminuição acentuada dos efetivos nas bilheteiras, aumentando a pressão sobre o atendimento ao público.
🔵 Impacto na saúde mental
A sobrecarga de trabalho, a exigência de turnos extraordinários e a falta de descanso colocarão em risco a saúde mental dos trabalhadores, agravando níveis de stress e desgaste profissional.
A ASSIFECO alerta que a decisão da Administração não irá resolver a carência de trabalhadores nos depósitos de revisão durante o verão. Pelo contrário, poderá provocar um colapso na capacidade de resposta ao cliente e prejudicar a imagem e a confiança na empresa, num dos períodos mais críticos do ano.
A ASSIFECO propôs, de forma construtiva, o recalendarizar do curso de ORV para um momento mais oportuno, salvaguardando:
Continuaremos a agir com responsabilidade, defendendo os interesses dos trabalhadores e contribuindo para soluções que garantam a excelência dos serviços ferroviários.
A decisão certa é pensar no futuro, sem sacrificar o presente.
Pela dignidade no trabalho. Pela qualidade no serviço.
VAMOS TODOS FAZER OUVIR O NOSSO DESCONTENTAMENTO
Apesar da reunião realizada hoje com a Secretaria de Estado da Mobilidade, não surgiu qualquer
novidade que alterasse as razões que levaram estas organizações sindicais a marcar greve para os
dias 7 e 8 de maio.
Até dia 24 de abril, os sindicatos fizeram um esforço significativo para alcançar um acordo.
Demonstramos flexibilidade para que o entendimento pudesse ser enquadrado no
orçamento do CP para este ano, sem recorrer às palavras extraordinárias do Orçamento do Estado.
Do nosso lado, o esforço já foi feito. Agora cabe ao Governo cumprir a sua parte, aplicar o
que foi acordado e evitar o conflito na CP.
À medida que as receitas da CP aumentam, cresce o número de passageiros e de comboios em circulação,
aumenta o trabalho e as funções, mas, os trabalhadores que são os
verdadeiros responsáveis pelos bons resultados da empresa, continuam estagnados.
É tempo de deixar claro: Sem trabalhadores, não há serviço ferroviário.
Todos reconhecem que o aumento salarial é essencial para resolver o problema estrutural da CP,
a dificuldade em contratar e manter trabalhadores. Por isso, está nas mãos da administração e do
Governo contribuírem para essa solução, em vez de continuarem a adiar o inevitável.
Vamos à luta, em união, com toda a força nas nossas reivindicações.
Quem trabalha merece respeito.
Numa reunião realizada hoje ao final da tarde, o presidente da administração da CP informou todas as organizações sindicais, de que, o governo não autorizou a administração a aplicar a última proposta que nos apresentaram.
Estamos perante um processo inédito, em que depois da administração nos apresentar no passado dia 24 um texto final de acordo, que estávamos dispostos a aceitar, vêm agora dar o dito, por não dito, e ficamos sem um acordo, que permitia dar um passo importante para a solução de um problema estrutural na CP, que é a sua incapacidade de fixar trabalhadores e recrutar novos, que sem este acordo se agrava, porque nos impuseram um aumento muito inferior ao Salário Mínimo Nacional.
Apresentaram-nos uma proposta de acordo para a qual não tinham aval do governo, pelo que poderemos questionar: que credibilidade é que terá qualquer negociação que façamos futuramente com esta administração? O presidente da administração informou que o governo recusou a proposta com o argumento de se encontrarem em gestão e não poderem autorizar as medidas previstas no acordo que se resumem a 3 temas:
O mesmo governo que diz não poder decidir porque está em gestão, foi o mesmo que, muito recentemente, veio anunciar o novo plano ferroviário, ou seja, está em gestão para umas coisas, mas noutras podem decidir sem problemas.
Não entendemos esta decisão, pois a CP não ia necessitar de um único cêntimo para cumprir com a proposta, a verba a utilizar seria do próprio orçamento, com recurso à utilização de rubricas que tinham capitação em excesso ou desnecessária para este ano.
O governo que anuncia que a CP tem lucro nos últimos anos, devido aos seus trabalhadores, é o mesmo que impede que os trabalhadores vejam reconhecido o seu esforço e dedicação.
Para os trabalhadores há sempre dificuldades em resolver os seus problemas e por isso, se haviam razões para lutarmos, ela agora ganhou nova razão tendo em conta que o acordado já o deixou de ser, por parte dos que têm responsabilidades na gestão da CP (Administração e Governo), apesar das organizações sindicais terem feito um esforço de entendimento.
Dia 7 e 8 de Maio os trabalhadores da CP, de todas as categorias profissionais, lutarão em defesa da sua dignidade, pela valorização dos seus salários e pela defesa do futuro da CP!
NA VIA DA LUTA, VALORIZAR OS SALÁRIOS!!
Na reunião de hoje com a administração da CP, a proposta que esta apresentou foi rejeitada por estas organizações, porque desvirtua o trabalho antes feito, que apontava para medidas extraordinárias para valorizar os salários na CP.
Foi o único tema abordado, porque também não apresentou qualquer alteração imposição de aumentos salariais que fez, conforme as organizações sindicais reivindicam. A proposta apresentada, vai no sentido de se alterar as conclusões das medidas do relatório acordado entre a administração e todas as organizações sindicais e o seu conteúdo é:
O que a administração propõe é que se faça uma inversão de marcha no sentido com que foi elaborado o relatório que as partes entregaram ao Governo.
A CP tem um problema estrutural que é a incapacidade de manter os atuais trabalhadores e recrutar novos trabalhadores e a solução passa por medidas extraordinárias para valorização dos salários, como aconteceu noutros sectores de atividades.
O que a administração agora propõe é a redução quatro vezes inferior às soluções que acordou com os Sindicatos, como o necessário para resolver um problema estrutural, que se não tiver resolução põe em causa o futuro da CP.
Mantendo toda a disponibilidade para negociar, mas com o espírito e conteúdo do relatório apresentado ao governo, estas organizações mantêm a greve de 7 e 8 de Maio, apelando ao reforço da unidade em defesa da valorização dos salários de todos e pelo futuro da CP.
Vamos lutar para valorizar os salários, através da reestruturação das tabelas salariais, tendo por base o distanciamento relativamente ao salário mínimo nacional.
INVERSÃO DE MARCHA, NÃO!
TODOS NA MESMA LINHA!
NA VIA DA LUTA
VALORIZAR OS SALÁRIOS!!
ASCEF * ASSIFECO * FENTCOP * FECTRANS/SNTSF * SINAFE * SINDEFER * SINFA * SINFB * SIOFA * SNAQ * STF * STMEFE